
No Brasil até o passado é incerto.
O Brasil atualmente está com um robusto pipeline de concessões promovidas pelo Ministério da Infraestrutura. Apesar do sucesso dos leilões que já aconteceram como os das linhas 8 e 9 da CPTM, aeroportos, portos e ferrovias, o país ainda enfrenta insegurança jurídica em muitos casos.
A licitação das linhas 8 e 9 da CPTM estavam marcadas para o dia 2 de março de 2021, porém o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) suspendeu a licitação poucos dias antes, isso fez com que esse leilão atrasasse em mais de um mês e só ocorresse no final do mês de abril.
Mais grave ainda é o caso dos leilões dos aeroportos. A empresa francesa Vinci Airports ganhou o leilão do bloco norte composto de 7 ativos com um ágio de 777,47% sobre o valor de referência e o STJ, com uma medida cautelar, retirou o aeroporto de Manaus, principal ativo do bloco da licitação. Esta atitude causa profunda insegurança jurídica no setor que ainda espera grandes investimentos até o final do governo, como a concessão de novas rodovias e aeroportos. Mais uma vez no Brasil até o passado é incerto.
Rodrigo Maciel – Mesa de Análise
Disclaimer: Este material não é recomendação de compra de ativos, reflete a análise/projeções da Trilha.