
O risco hidrológico no Brasil tem sido tema muito tratado pelo noticiário, mas há alguns erros conceituais graves e comuns por abordagens simplificadas sobre o tema.
Atualmente a ANA acabou decretando a situação de “crise hídrica” para poder ter um manejo pormenorizado e ativo junto aos Estados para evitar problemas maiores no final do ano e ano que vem. Após esse decreto começou um trabalho junto aos Estados e usuários das bacias para chegar em consenso sobre o uso das águas e evitar o racionamento. Furnas é um exemplo interessante, já que há leis federais e estaduais agindo sobre essa reserva, além de vários participantes que utilizam ela, seja para geração de energia ou turismo. Este é um dos casos mais complicados para resolver, com processos judiciais e complicações em várias instâncias.
No momento, os riscos são de geração de energia e de algumas atividades econômicas vinculadas ao uso da água, como transporte via cabotagem, e não para consumo. Deve-se lembrar, também, que há bacias hidrográficas que estão em situação adequada. A escassez se dá em algumas (várias) microrregiões e para alguns usos, para entender e solucionar este problema é necessário abordar caso a caso.
Disclaimer: Este material não é recomendação de compra e/ou venda de ativos, reflete a análise do time Trilha.