O mercado de capitais brasileiro vive um momento pujante, estando em uma das fases mais aquecidas de sua história. Observamos um incentivo para novas empresas entrarem na bolsa através das ofertas públicas iniciais (IPOs), bem como para as que já negociam nela, a realizarem ofertas subsequentes (Follow-ons).
Em um estudo realizado pela Trilha Investimentos, selecionamos dados referentes às ofertas de ações na B3, desde 2004, com o intuito de entender como está o panorama para o ano e comparar com os períodos anteriores.
Em relação ao volume de ofertas, o ano de 2010 foi o mais representativo da amostra analisada no estudo. Naquele ano ocorreu um evento (outlier) que foi a mega oferta de ações da Petrobrás, um follow-on que levantou aproximadamente R$120 bilhões, visando a exploração do pré-sal, na época um grande atrativo. Ao desconsiderar este evento outlier, o ano de 2010, não seria tão representativo.
Dito isto, observamos que 2020 (excluindo o outlier de 2010), seria o ano mais representativo no período analisado, em termos de volume das ofertas. Em 2019, foram aproximadamente R$90 bilhões em ofertas de ações e, em 2020, foram R$ 118 bilhões. O que mais nos chama atenção, no primeiro semestre deste ano, ou seja, apenas nos primeiros seis meses, é que já temos um volume de R$86 bilhões. Estimativas de agentes do mercado já apontam para um volume próximo de R$150 bilhões a R$160 bilhões para o fechamento de 2021.
Pedro Oliveira – Mesa de Análise
*No gráfico, volume em bilhões de reais.
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Disclaimer: Este material não é recomendação de compra e/ou venda de ativos, reflete a análise do time Trilha.