O mercado de saúde suplementar brasileiro é bastante jovem. Em 1998, ocorreu a regulação e em 2000, a criação da ANS.
Como podemos visualizar no gráfico abaixo, aproximadamente 1/4 da população brasileira tem acesso à saúde suplementar, o restante pode-se considerar que à acessa via o SUS. Para efeito de comparação, nos EUA, esse número é o contrário.
A boa notícia, segundo a Abramge, é que o número de beneficiários pode encerrar o ano de 2021 com 48,8 milhões de usuários, o que representa um aumento de 1 milhão de beneficiários em relação à base de fevereiro, que ficou em 47,8 milhões. As famílias devem priorizar mais a saúde após a pandemia do covid-19.
O SUS é um sistema fantástico, o maior sistema de saúde pública do mundo. Assim como no SUS, todo modelo tem problemas. Na nossa visão, é fundamental acabar com essa dicotomia entre bem e mal, entre público e privado. A iniciativa privada pode apoiar estudos científicos do setor público.
Menos pessoas deveriam ir para o SUS e mais pessoas para a saúde suplementar. O SUS atendendo apenas quem realmente precisa. A iniciativa privada deveria ter uma meta de crescimento, por exemplo, daqui a 20 anos ter 100 milhões de usuários. Não pode haver mais essa barreira público e privado.
Pedro Oliveira – Mesa de análise