Uma das contribuições que o atual governo, senado e Câmara dos Deputado têm dedicado seus esforços é a privatização da Eletrobrás. Ela poderá atrair recursos para outros projetos do governo em um período em que as contas se agravaram, além de potencialmente melhorar a infraestrutura do país. Isso sem implicar, necessariamente, em um aumento das tarifas para os usuários.
A costura do projeto tem muitos detalhes técnicos que dificultam as negociações, daí a sua demora. Itaipu e a Eletronuclear precisam ser isoladas; uma por causa da origem do acordo bilateral que gerou a hidrelétrica e a outra por questões de segurança nacional. Como será feito o acordo para não prejudicar o Norte e Nordeste? Esta tem sido uma das preocupações junto com a Usina de Tucuruí, principal hidroelétrica em operação no Brasil. Como serão os leilões, quanto tempo as concessões terão e os investimentos necessários para se chegar onde o Brasil entende que o futuro do sistema elétrico deverá estar determinarão o valor final da empresa.
A privatização tem sido um tema tortuoso e demorado, mas vemos que existe vontade política para que o projeto emplaque.
Lucas Bender – Mesa de análise
Disclaimer: Este material não é recomendação de compra e/ou venda de ativos, reflete a análise do time Trilha.