
Era comum na história do Brasil perceber que a precificação das empresas sofria bastante pelo ambiente macroeconômico. Nos anos 80 e 90 firmas que possuíam características boas estavam muito descontadas pelas perspectivas de inflação, mudanças de moedas, governos e planos econômicos, além das diversas crises nos vizinhos.
Foi com o Plano Real e com a estabilidade que sucedeu no ambiente institucional que as premissas macroeconômicas perderam força na avaliação das companhias para aspectos qualitativos e quantitativos delas. Essa era uma vitória que aproximava a nação aos mercados maduros com consistência e estabilidade.
Infelizmente, o ambiente de negócios está tornando incerto por questões macroeconômicas. O atual momento, que poderia ser considerado de prosperidade, fica ofuscado pelo desempenho inferior aos países considerados pares.
Muitas das empresas listadas em bolsa tiveram resultados trimestrais que superaram as expectativas, o preço dos ativos de forma geral também está atraente. Só não vemos um crescimento animador pela incapacidade atual do país de enfrentar seus problemas, controlar a pandemia, a dívida externa, a inflação e o câmbio.
Disclaimer: Este material não é recomendação de compra de ativos, reflete análise/projeções da Trilha.